Suíte Gercé
SUÍTE GERCÉ – CAPA DA REVISTA CASA COR
O ambiente reflete várias facetas da feminilidade sem limitantes etárias, para que toda
mulher, da mais nova a mais madura, de alguma forma, pudesse ter uma identificação
ao adentrar no espaço. O principal referencial estético foi a trazer o contraste entre o
ecletismo, que data historicamente a da Belle Époque fortalezense, com elementos
das tendências contemporâneas.
Um dos maiores ícones da tradicional sociedade alencarina que frequentava o centro
de Fortaleza para atividades sociais e artísticas é o nosso Teatro José de Alencar, que
é marco da arquitetura eclética na cidade, bem como ponto de partida ao resgate da
ancestralidade que o tema
´´DE PRESENTE, O AGORA´´ da Casa Cor nos desafiou
enquanto profissionais.
O teatro é uma herança de família, em que tradicionalmente as mulheres são
bailarinas. Foi o meu primeiro palco, um presente que recebi de mãe para filha. Hoje
neste novo palco que é a Casa Cor homenageio as mulheres que vieram antes de
mim. A Suíte Gercé carrega o nome de minha avó.
Detalhes:
O reposteiro em veludo resgata a lembrança das cortinas de teatro, bem como o
painel aquarelado dos tradicionais tetos artísticos. A repetição de perfis na
marcenaria, a paginação de piso trabalhada no closet são alguns pontos de entrelaço
desta estética neoclássica que buscamos. Sendo o equilíbrio da combinação com o
novo olhar contemporâneo das curvas, boleados e texturas, presentes por exemplo
no elemento central: a cama.
Um traço que conduz muito da minha carreira profissional é o design autoral, das
peças desenhadas e desenvolvidas com nossos parceiros e mão de obra local foram
além da cama, o tapete, e as luminárias em tecido.